Como preparar a mala de kite para viajar

A hora de preparar a mala...

Em primeiro lugar tem que se fazer o trabalho de casa. Tentar perceber quais são as condições de vento que irão estar no local, durante o período da viagem, para que se possam tomar decisões acertadas na altura de fazer a mala.

Fazer um check in ao material, ver se não existe nenhum cabo descarnado, material demasiado desgastado que possa vir a dar problemas, furos ou rasgões no tecido do kite, entre outros. Por vezes, para onde viajamos, podemos não encontrar locais especializados para o arranjo do nosso material, e acabamos por ter umas férias estragadas, quando podia se ter evitado esse tipo de situações.

Na altura de fazer a mala, todo o peso conta. Para tal, tem que se tomar várias decisões calculadas para se fazer uma melhor distribuição do peso, de forma a não exceder os limites impostos pelas companhias.

 

Começando pelos Kites

Tentar encontrar um sítio com uma área grande, que seja limpo e livre de material que possa ferir o tecido do kite, aproveitar para tirar toda a areia dos kites e dobrá-los, de maneira que, ocupem o menos espaço possível - caso os kites estejam molhados de sessões anteriores, aproveitar para os secar.

Para as pranchas procurar arranjar protecções para o railes das pranchas, de forma a evitar qualquer batida indesejada. Desmontar a prancha, pads, streps e fins, colocando os parafusos todos juntos para não se perderem.

Ao colocar o material no saco, ter em atenção como fica organizado, evitando colocar objectos cortantes, como os fins ou o próprio gancho do arnes, para que não possam vir a danificar os kites e as pranchas.

Não esquecer de pesar as malas! Pois é... Elas também contam, e acreditem muitas delas só por si já pesam demasiado.

Verifiquem o limite de peso imposto pela companhia, e tentar nunca exceder esse peso. Caso não consigam é tentar negociar, com antecedência, qual será o melhor pacote que a companhia oferece.

Em baixo, iremos descrever como organizamos as malas para as nossas viagens. O tempo das viagens, o destino e o número de viajantes são algo a ter em conta.

 

 

Ana Silva - 1 semana em Cabo Verde (duas pessoas)

A ilha do Sal, costuma ser bastante ventosa em Dezembro, no entanto, as previsões não eram muito famosas, fazendo com que tivéssemos de levar basicamente toda a escala de tamanhos de kites, que tínhamos por casa.

Tentámos inicialmente levar uma mala tipo “morto” - Golfbag (mala grande própria para o transporte de material de kitesurf), mas visto já ser uma mala antiga e só por si pesar á volta de 8 kg, chegámos á conclusão que iria ser complicado não exceder o limite de peso. Decidimos então, aproveitar o facto de ser um voo intercontinental pela TAP, e termos direito a quatro malas grandes no porão(máximo de 23 Kg cada uma), para dividir o material entre elas.

A divisão foi feita de seguinte forma

Mala para prancha tipo slim

(mala individual para prancha), que não ultrapassava os 1,45m de comprimento.

Serviu apenas para levar as duas pranchas sem os footstraps e as fins, e sacos dos kites para, depois ser mais cômodo de transportar os kites.

 

Malas grandes de porão

As malas de porão servirão para levar tudo o resto.

Uma das malas serviu apenas para levar material de consistência "dura" e que poderiam ser um potêncial perigo para os kites, bomba, footstraps, arneses, fins, ferramentas (para voltar a montar as pranchas), barras, leashs, patchs para eventuais furos ou acidentes (just in case)...

Nas outras duas malas acabámos por levar quatro kites (dois de 9m, e dois de 12m), juntamente com alguma roupa e material higiênico (shampoos e afins tudo bem acondicionado em mala pequena própria, para que não houvesse risco de rasgar os kites).

Nas malas que podiam vir connosco no avião, para além da parafernália tecnológica de go pro, portátil, carregadores... levei também um Kite de 7m e a restante roupa que não cabia nas outras malas.

Nos últimos dias, antes da viagem, o nervosismo era grande ao começar a ver a quantidade de material que precisávamos de levar.

 

Inês Correia – 2 meses Ilha do Sal, Cabo Verde (uma pessoa)

Para Cabo Verde, com a Tap posso viajar com 2 malas de 23kg, contudo nenhuma delas pode levar pranchas de kite.

Então eu levo numa das malas todos os kites, o 5m, 7m, 9m e 11m, 3 barras, arnês, fatos curtos e fato 3/2, as quilhas das pranchas de kitewave e da prancha de Sup, e um pequeno kit de reparação rápida de pranchas.

Na outra mala eu levo toda a minha roupa, cremes e coisas pessoais que não consigo encontrar lá.

Depois, também no porão, levo a mala das pranchas que tenho sempre de pagar à parte, com todas as minhas pranchas de kite e Sup e também 2 remos. Tento proteger sempre o nose, o tail e o rail das pranchas o melhor que consigo. Esta mala pode levar até 32kg.

Sara Cerqueira - 3 meses Zanzibar (duas pessoas)

Sendo duas pessoas a viajar, inicialmente tivemos em conta o peso que podíamos levar. Viajando pela Emirates, cada passageiro pode transportar até 30kg de bagagem – 60kg no total - sendo que o peso máximo por mala são os 32kg. Confirmamos inicialmente se seria necessário pagar algo extra por ser uma mala fora de formato – 145X45X30 - o que nos foi dito que desde que não ultrapassássemos um X de volume cubico não haveria qualquer problema.

Com estas informações decidimos levar 2 bagagem de porão. Uma mala tipo Golfbag em que cabe os nossos 3 kites (7m, 9m e 12m), 2 pranchas twintip, arneses, barras e pads.

Só nesta mala já temos todo o nosso material de Kite e os 30kg.

Na outra mala levamos tudo o que necessitamos de itens pessoais – roupa, champoos, toalhas etc. O resto da tecnologia vai dentro das nossas mochilas.

Com esta organização conseguimos não exceder os 60kg de bagagem e ter material para andar com as condições do spot.

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